quarta-feira, 30 de maio de 2007

Einstein e a Teoria do Relativismo


Em 1905, o jovem cientista alemão Albert Einstein apresentou ao mundo sua polêmica Teoria da Relatividade. Segundo ele, a física de Isaac Newton (o dogma científico da época) estava errada. Einstein dizia que o tempo e o espaço não eram absolutos, mas sim relativos. É óbvio que não apenas a comunidade científica, mas a sociedade em geral repudiou sua idéia. Ora, qualquer leigo percebe que apesar de existirem aparelhos imprecisos em suas medições, o tempo em si é contínuo e certo. O mesmo com o espaço. Entretanto, após uma série de testes a qual foi submetida, a teoria sobreviveu e gradualmente foi sendo aceita pelos físicos modernos. Com ela, foi possível desenvolver o projeto da bomba atômica em 1945 e dar sentido à física quântica. O impacto dos pensamentos de Einstein foi arrasador na ciência como um todo, e ele permanece como a personalidade mais conhecida entre os cientistas. 

Contudo, a influência de Einstein não se restringiu apenas à Física. Sua teoria produziu uma marca sociológica notória. Afinal, se a Física, a mais avançada das ciências, foi parcialmente derrubada, o que dizer das outras ciências? Se coisas tão certas e impessoais como o tempo e o espaço são relativas, que dizer então de coisas mais subjetivas como idéias e doutrinas? E como ficam sentimentos como a fé e o amor? Não tardou e logo a teoria de Einstein foi generalizada com o jargão “tudo é relativo”. As pessoas começaram a pensar que as coisas não eram tão verdadeiras quanto elas achavam que fossem. Tudo depende do observador, do referencial. E de relatividades a relativismos a sociedade pós-moderna floresceu sem uma verdade absoluta. Valores ou instituições antes imutáveis caíram no julgamento dessa sociedade, que ensina que existem sempre dois lados de uma mesma moeda, de modo que uma coisa não pode ser somente cara ou só coroa. Como tudo virou relativo, não importa a veracidade do ideal defendido, mas simplesmente a disposição e força em defendê-lo. Não há caminho certo ou errado, cabe apenas a cada um escolher aquele que lhe oferecer mais prazer e que lhe seja mais confortável.


E hoje esse processo avança ainda mais. Não uma substituição de uma verdade por outra, mas uma destruição sem reposição. Um processo de desconstrução de tudo o que um dia era válido para dar lugar a um pluralismo de crenças e ideais sem fundamentos. E o homem de hoje é convencido de estar no ápice da evolução intelectual. Acha-se livre de paradigmas e tradições, e considera fracos os “fanáticos” que professam algum tipo de fé em pleno século XXI. De fato, Einstein não estava de todo errado. Absoluto mesmo só Deus. Para muitos, a Bíblia é a única referência absoluta de valores e condutas morais. Em meio a um incontável número de caminhos, as Sagradas Escrituras nos dizem que há apenas um caminho. Dentre muitas supostas verdades que existem hoje em dia, elas nos dizem que há apenas uma verdade. E de tantas filosofias de vida que hoje são seguidas, a Bíblia afirma que há somente uma vida verdadeira. Não há espaço para diferentes referenciais. É e pronto. Assim como o próprio Deus, eterno e absoluto.

6 comentários:

Matheus Ciacco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulinha disse...

Fui procurar uma imagem do Einstein pra usar no meu blog, justo num post onde tinha utilizado o "jargão"... Apenas pra elogiar, muito legal o post...

linaldo disse...

Rodrigo Bedritichuk você é a pessoa mais ignorante que eu já li.

Elinaldo.
linaldo-gil@hotmail.com
linaldoog@gmail.com
www.loretube.com

Jééh disse...

procurando uma fotu de Einstein, me deparo com seu post, no mínimo intteressante/fato

TugaScientist disse...

Esse processo de descontrucção não é algo que verifiquemos no dia a dia, pode-se ver de vez em quando mas não é algo comum. Além disso, a teoria da relatividade diz que de acordo com o nosso ponto de vista, a nossa percepção dos acontecimentos modificará, o que não impede a existência de um acontecimento único observado por todos. A intelectualidade que se pensa ter na actualidade não é devido à rejeição das perspectivas dos outros só porque não estão correcta, mas na tentativa de perceber acontecimentos através da compreensaão das várias perspectivas para chegar a uma verdade Universal, ignorando ideias pré-concebidas que estão mal fundamentadas visto se basearem numa única perspectiva.
Na minha opinião, tendo em conta as várias religiões, observo que de acordo com cada crença existem valores diferentes (o budismo valoriza o espírito e a paz interior enquanto que o cristianismo valoriza o altruísmo, a bondade), mas todas as religiões procuram dar propósito á vida de cada pessoa, para ela se sentir completa. Por isso acredito que as religiões são criacções humanas que procuram preencher o vazio do nosso espírito, dar razão á nossa existência...
Este exemplo acima é uma tentativa da minha parte em usar a intelectualidade e a razão que se provou ser correcta. A minha teoria pode estar errada e mal fundamentada, mas ao eliminar os preconceitos da existência de Deus que me tentaram implantar desde criança e ao admitir que eu e qualquer outra pessoa temos necessidades, pude fazer uma análise mais correcta da realidade. Por isso, a intelectualidade do século XXI só se verificará se questionar-mos os fundamentos da nossa vida (Existência de Deus, condicionantes da liberdade humana, importancia do altruísmo,...) em vez de criar novas ideias a partir de fundamentos muitas vezes errados, derivados da abstracção humana e não da sua capacidade de análise lógica.
Por isso acredito que poucos intelectuais do século XXI possam ser crentes, pois um crente é aquele que acredita sem provas.