sexta-feira, 20 de julho de 2007

Festas

A festa não tinha sido marcada com antecedência. Mesmo assim, de última hora, todos os convidados puderam participar e foram com disposição e alegria. A iluminação foi providenciada pelo grande astro e seus súditos. O sol brilhava com tamanha vontade que deixava as cores em seus mais belos estados. Envolvia a festa um grande céu de um azul perfeito, com poucas nuvens, só para a decoração como diziam alguns. As árvores, essas verdes e gentis criaturas, dançavam e embalavam os que estavam a sua volta. Os ares também iam e vinham como num vaivém de quem dança uma romântica valsa, e garantiam o clima agradável de todo o ambiente. Na troca de turno, o sol deu um espetáculo à parte. Ele e sua companhia artística deram a todos um grande show de luzes e cores, num êxtase de emoções diferentes. A cena teve a proeza de capturar a atenção até dos seres mais apressados, que passavam inertes pela festa. Como numa sincronia treinada há eras, surgia no horizonte a lua e suas companheiras, que eram responsáveis pelo próximo turno, em outro ambiente, claro. O dourado do sol deu a vez à luz negra da lua. A festa, a partir de então, tomou ares mais introspectivos e contemplativos, visto o cansaço que já ia tomando conta dos convidados. Porém, em nenhum momento ela se esvaziava ou perdia qualquer grau de sua beleza. Era como que provida constantemente por algo superior e desconhecido, que sustentava tudo e todos com infinita sabedoria. Muitos que perderam o espetáculo ficaram posteriormente sabendo do grande evento que acontecera na região. Felizmente, outra oportunidade foi a eles concedida.

Um comentário:

Hélvio Sodré disse...

Por causa da misericórdia de Deus que se renova a cada manhã, somos todos os dias convidados a não só contemplarmos, mas também a fazermos parte do espetáculo da criação. Um grande abraço man, fica com Deus!