domingo, 5 de agosto de 2007

Trombetas


Reúna todos esses seres viventes
Depressa, de repente
Não deixe escapar algum
Ceife-os um a um

Venham Filhos do Pó
Formados de água e carbono
De muitos não terá dó
Levantem os que dormem de seu sono

Nesta era, da ciência fazem apologia
Louvam seu progresso e tecnologia
Querem prever o tempo, controlar o mundo
Acabam desiludidos, moribundos

Colhem como vingança o calor da Terra
Recebem a fúria da natureza, que não erra
Vocês, senhores destemíveis de seu tempo
prostram-se à força da água e do vento

Seres mortais! Ao tempo foram confinados
de modo que seus dias já foram contados
seus anos de existência determinados

Filhos de Adão, eis que chegou a hora
Não há como fugir, é agora
Juntos estão reis e plebeus
Gregos e judeus
E muitos viventes serão lançados no mar
onde haverá choro e ranger de dentes

Um comentário:

fernando disse...

Maneiríssimo o texto Diguito... descobri seu blog hoje e estarei acompanhando seus textos. Saudades de você rapazinho... Um forte abraço, FERNANDO.