sábado, 29 de março de 2008

Páscoa

Ó escravidão dura e tortuosa
Subjuga os filhos de Israel ao castigo
Deixa-os à perversidade do Egito
Presos à dor do cativeiro

Ó escravidão árdua e penosa
Subjuga os homens às amarras
E os prende ao jugo do pecado
Escravizando seu pensamento e ação

Até que dos céus vem a promessa
Que os daria não apenas a libertação
Mas própria e permanente habitação
Em terra por Deus ofertada

Até que dos céus vem a promessa
Apagando-lhes a justa condenação
E, mais que isso, concedendo redenção
Pela graça por Deus ofertada

E eis que a noite vem
E a morte irremediavelmente chega
Com a noite, o anjo da morte e destruição
Com a morte, o pesado juízo da condenação
Contudo, já estava escrito desde o início
Que o suplício findaria com o sacrifício
A escravidão se esvairia com a expiação
E com o sangue de um cordeiro puro imolado
As frontes das portas foram molhadas
E com o sangue do Cordeiro Santo derramado
As almas foram todas lavadas
Assim, já não há poder do anjo sobre os filhos de Israel
Nem recai a ira sobre aqueles feitos filhos de Deus
São livres, já não há escravidão
Se o próprio Deus os justifica,
Quem intentará acusação?

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