quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lula X Rubinho

Lula. O presidente da sorte. Homem que nasceu virado para a Lua. No seu governo, o mundo viveu as maiores taxas de crescimento da história econômica mundial. Enorme pujança refletiu-se aqui dentro: acúmulo de reservas internacionais, melhoria dos indicadores sociais, dentre alguns efeitos. Descobriu-se o pré-sal! O país celebrou o Pan e festejou a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Nível de popularidade altíssimo. Quanta sorte para um homem só.

Rubens Barrichello. A personificação do azar. Correu 287 corridas na Fórmula 1, venceu apenas 11. Está na F1 desde 1993 – 16 anos! – e conquistou 2 vice-campeonatos. Justo quando vai para uma equipe boa, compete ao lado de Schumacher, o maior campeão da história da F1. Quantas vezes suas equipes o prejudicaram... Estratégias erradas, falhas mecânicas, erros grotescos... Quanto azar para um só homem.

São dois brasileiros que mostram a cara da sorte e do azar. Substantivos esses que indicam a concorrência de fatores externos que cooperam para o bem ou o mal de alguém. A pessoa nada faz que influa no curso dos acontecimentos. Apenas é premiada ou punida quando sobre ele incidem nuvens ou marés de sorte ou azar.

Definições assim fatalistas são passadas pelos veículos de comunicação, e as pessoas acreditam. Mas o que estaria por trás de tão simplistas respostas? Interesses. Tanto em um como em outro caso, grupos de poder tem interesses a serem defendidos mediante a atribuição de sorte ou azar para esses acontecimentos. No primeiro, é óbvio que os grupos que se opõem ao governo insistem em desmerecer qualquer mérito que este possa ter na consecução dos atuais resultados. No segundo, é toda uma indústria que tem interesses no possível sucesso de um piloto brasileiro; afinal, em um esporte tão amado pelos brasileiros, é bom para a audiência, para as propagandas e para o comércio ter um corredor campeão, ou pelo menos um quase-campeão.

Afora essas explicações compradas e ilógicas para os acontecimentos, justiça seja feita! Lula é um bom presidente, Rubinho um péssimo piloto!

Sim, Lula viveu o momento de maior crescimento da economia mundial, mas também enfrentou a maior crise desde 1929. O Brasil descobriu o pré-sal em seu governo, mas antes disso era uma referência quanto aos biocombustíveis. Lula soube segurar a inflação e efetuar uma política de valorização real do salário mínimo, o que criou uma nova classe média, melhorou os índices sociais e funcionou como mecanismo anti-crise ao sustentar a demanda. Teve seus méritos.

Rubinho é ruim mesmo, não adianta torcer. Tudo bem, corre na Fórmula 1, a elite do automobilismo. Tá, é o pior dos bons. Não corre com emoção, fica sempre preso ao pragmatismo, tem medo de arriscar, por isso não ultrapassa, não ganha. Pior, depois de 16 anos de F1, ainda acha que o título não veio por azar; tenta convencer os brasileiros disso. 16 anos e nenhum título! Também teve seus méritos.

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