quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Preconceito nas Escolas

Muito tem se discutido ultimamente sobre a causa gay. O debate está avançando a uma velocidade surpreendente, e chegou, também, às escolas. A questão do momento entre educadores e ativistas refere-se ao preconceito sofrido pelos homossexuais nas escolas. É necessário que professores e diretores estejam preparados para lidar com o tema, dizem os militantes.

Ora, o ordenamento jurídico considera pessoas até 16 anos de idade como absolutamente incapazes. Ou seja, o Direito não os considera dotados de uma racionalidade e uma maturidade suficientes para praticar, por si só, atos da vida que geram efeitos jurídicos. É necessário que ajam sempre por intermédio de representantes legais, pessoas capazes, conscientes dos efeitos que uma ação humana possa gerar. Esse mecanismo visa resguardar a pessoa de sua própria imaturidade, ao impedir que no curso de sua ignorância exercite inconseqüentemente seus direitos, porquanto ainda não possui uma racionalidade desenvolvida, apta a entender os efeitos de seus atos.

A questão que se coloca é se a homossexualidade é natural ou é fruto de uma escolha. Se for natural, os pais não podem impedir essa predileção sexual por pessoas de mesmo gênero. Usando um raciocínio evolucionista, o homossexualismo é completamente contra a natureza. Indivíduos gays, por não procriarem, dariam fim à espécie. Esse é um comportamento que seria rapidamente aniquilado com a seleção natural. Por ser uma ação anti-natural, resta que o homossexualismo é fruto de uma escolha humana, que vence a força do instinto e da preservação da espécie para satisfazer os caprichos de uma libido peculiar.

E o argumento de que o homossexualismo é um fator genético? Não seria isso uma causa natural? Bom, até hoje absolutamente nada foi provado, mas alguns acreditam que a preferência sexual seja consequência da combinação genética e ambiental. Seja como for, ainda seguindo a lógica evolucionista, é preciso analisar as conseqüências, e não as causas de um fenômeno para julgá-lo natural ou não. O que importa é se uma ação conduz à preservação ou à evolução da espécie, não importando qual seja sua causa. Por exemplo, um psicopata que nasce geneticamente propenso à reclusão social e à matança não é perdoado pela sociedade por ser esse um comportamento “natural” para ele. A causa pode ser natural, vinda de fatores genéticos. Mas as conseqüências não são, pois levam ao desaparecimento da espécie. Logo, apesar de o homossexualismo poder ter causas naturais, suas implicações não o são. O que prova que numa lógica evolutiva que é fruto de escolha humana, que contraria o natural desenvolvimento da espécie.

É, portanto, no mínimo assustador que a discussão sobre a homossexualidade fique centrado na vontade e no desejo de crianças. A educação deve continuar seguindo o fundamento “natural” da espécie: homens e mulheres. Qualquer coisa além disso pode ser feita na medida da liberdade de cada um, mas desde que a pessoa tenha maturidade para fazê-la, ou seja, apenas depois de alcançar a maioridade civil aos 18 anos. Assim, como fruto de um processo de escolha, a preferência homossexual nunca poderia ser deixada à critério de crianças, que, segundo a própria sociedade, ainda não são dotados de maturidade tal que as permita tomar tão importante decisão.

2 comentários:

bruna disse...

haha só pra me provocar né??
pode deixar eu vou me impor nas minhas aulas

Ibraim disse...

Atualmente a teoria evolucinista propõe a homossexualidade como um gene sem penetrância total (sem trocadilhos infames). Isso significa que pessoas com expressão parcil do gene podem auxiliar na propagação do restante do seu pool genético. Por exemplo, um homem mais sensível pode ter maior oportunidade de acasalamento em determinadas sociedades. Ou pode ser excluído de disputas territoriais, aumentando sua expectativa de reprodução.
Além disso, um indivíduo com 100% de penetrância ainda pode aumentar o risco de propagação do restante dos seus genes (incluindo o da homossexualidade). Um bom exemplo seria a proteção oferecida por um homem, com todas as suas características física, a sua família. Um tio gay poderia oferecer proteção a família do seu irmão morto. Caso ele salvasse 8 sobrinhos, seria como se o individuo gay tivesse tido dois filhos (8 x 25%, relativo a quantidade de material genético compartilhado entre tio e sobrinho).
Ainda assim, não existe uma determinação sobre a existência de um gene gay, permanecendo essas teorias apenas como especulações teóricas.
Depois faço um comentário sobre o direito de escolha antes dos 16.