quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tudo é água

E mais 365 dias depois o ano chega ao fim. Assim como começou, 2010 termina com o passar vagaroso do tempo e das horas. Um ano bonito, que soa bem – dois mil e dez – foi-se como qualquer outro.

Em qualquer esquina faz-se retrospectivas, debatendo sobre os fatos mais importantes e elegendo-se os acontecimentos marcantes nas diversas áreas da vida social. Poderia se falar sobre tantas coisas. Copa do Mundo, Eleições, Wikileaks, a guerra contra o tráfico no Rio, a tensão entre as duas Coréias, a disseminação do bulling nas escolas, os fenômenos Justin Bieber e Lady Gaga, o terremoto e a epidemia de cólera no Haiti, a reforma previdenciária francesa, os mineiros soterrados no Chile, a rediscussão do aborto...

Livros poderiam ser escritos e análises feitas sobre esse espaço de tempo que já se foi. Os olhos, porém, necessitam mirar adiante. O efeito é mais ou menos como observar a queda de um volume de água que cai em uma cachoeira. Pode-se observar a água enquanto essa ainda está caindo, mas lá embaixo tudo se mistura, e, como diria Tales, tudo é água. E aos homens errantes por essa natureza, cabe analisar as águas que estão vindo, o fluxo que ainda não se desfaz na queda incontrolável do tempo.

Quando, por fim, caírem as últimas gotas desse ano, novas águas virão. O rio será outro, e a qualidade da água, a velocidade da correnteza e a vida do rio poderão ser ditados por aqueles que navegam seguros.

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