domingo, 19 de junho de 2011

Geração Y


Começou na década de 1980 e se estendeu até meados de 90. O mundo vivia um novo ciclo de expansão econômica, recuperando-se da estagflação da década anterior. Uma onda de consumismo varreu as famílias do mundo. Inovações tecnológicas apareciam e mudavam a cara do cotidiano: videocassetes, disc-man, celular, computador pessoal, mp3, TV a cabo, internet. A geração que nasceu e cresceu nesses anos é envolta em uma superproteção. A valorização da autoestima das crianças é uma preocupação constante, nesta que foi conhecida como a década da criança.

Essas crianças foram crescendo em um mundo em constante transformação, multipolar, pós-moderno, onde a obsolescência se dava em questão de meses. Acostumaram-se a fazer várias coisas desde tenra idade: aulas de inglês, espanhol, esportes, escola, diversão. Acostumaram-se também a conseguir tudo o que queriam. Assumiram a característica de seu tempo: o imediatismo, a pressa, o fast-food.

Estamos falando do que hoje vários especialistas chamam de Geração Y: jovens nascidos de 80 a 90, superprotegidos na infância, acostumados com os aparatos tecnológicos e ligados intimamente às mudanças que têm alterado a cara do mundo. Sociólogos têm estudado suas características. Dizem que não se prendem a coisas que não gostam, que não se subordinam facilmente às autoridades, que no trabalho não aceitam exercer atividades subalternas e pretendem ser promovidos rapidamente. De fato, são pessoas multitarefas, habituados desde cedo a fazer várias coisas, hoje conseguem estudar, conversar na internet, usar o celular e assistir televisão.

(O vídeo de Murilo Gun - Entrevista com o Estagiário, por exemplo, é uma esquete humorística que revela de forma jocosa o retrato dessa geração.)

A interatividade própria do novo milênio tem afetado irreversivelmente as formas das relações sociais, que não mais estão restritas aos canais e às formas básicas, mas se dão de maneira fluida nas variadas opções que a tecnologia proporciona. E essa nova geração sabe mesmo utilizar esses aplicativos da comunicação para compartilharem suas vidas, emoções, histórias, conhecimentos, sucessos e fracassos na rede virtual.

Agora que a Geração Y começa a entrar no mercando de trabalho e começa a ter voz nas decisões sociais, aonde ela levará o mundo? Impossível dizer. Alguns que dela fazem parte esperam que para um lugar melhor.

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