sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A ver navios

Em meio a esta turbulência
Que aflora turva nas águas do oceano
Surge pequeno aquele navio
Que não tarda em se tornar grande
E logo ancora no cais do porto

Vêm marinheiros falando outra língua
Dizem que já deram a volta ao mundo
E que vieram agora do oriente
São muitos!
Milhares. Milhões.
Invadem depressa a cidade
Lotam casas e tavernas
Tomam praças e corações
Sua presença é incômoda, inoportuna
Mas agora já fazem parte do cotidiano.

Ao menor soar da sirene
Todos abandonam seus afazeres
Absolutamente todos.
E se reúnem no porto.
Antes que venha a alva
Já estão todos no navio
E este já está todo no mar
E vai sumindo, sumindo...
Indo para talvez nunca mais voltar

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