quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Que pode fazer o justo?

Salmo 11

No Senhor me refugio. Como então vocês podem dizer-me: "Fuja como um pássaro para os montes"?

Uma declaração contundente e inequívoca: no Senhor me refugio. Quando a guerra consome o dia e a doença a noite, não haverá recôndito mais profundo onde eu possa me esconder. Nem em fundas cavernas, nem em fortes castelos; tampouco na firme couraça do orgulho ou na vistosa torre da riqueza. É em Deus que encontro meu refúgio.

Por que então vocês insistem? Querem que eu fuja, e me desespere, e me entregue à insensatez. Certo estou do meu propósito, da minha confiança, da minha fé. O Senhor apenas é meu abrigo e proteção.

Vejam! Os ímpios preparam os seus arcos; colocam as flechas contra as cordas para das sombras as atirarem nos retos de coração.

Os perigos me rondam. Ao meu redor acampa um exército de ímpios que tenta continuamente tirar-me a vida e desviar-me do caminho. Sim, as escarpas das colinas estão cheias de salteadores. As sombras da noite abrigam invejosos. E por todo caminho se reúnem os escarnecedores.

Quando os fundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo? O Senhor está no seu santo templo; o Senhor tem o seu trono nos céus. Seus olhos observam; seus olhos examinam os filhos dos homens.

Quando os fundamentos estão sendo destruídos, o que pode fazer o justo? Quando as certezas se trocam por dúvidas, quando não há mais o certo, quando a fugacidade e a calamidade se encontram e os alicerces da vida não mais suportam o peso da perdição, o que se pode fazer?

O Senhor está no seu santo templo. Seus olhos examinam os filhos dos homens.

É isso o que faz o justo – contempla a soberania de Deus. Não se atemoriza nem se debate inutilmente, e também não foge para os montes. Basta-lhe a certeza de que o Senhor está no seu santo templo, e o sofrimento e as incertezas da vida não lhe fogem ao controle.

O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia. Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão. Pois o Senhor é justo, e ama a justiça; os retos verão a sua face.

A justiça há de prevalecer. Sim, mesmo que os ímpios explorem os justos e a incerteza paire sobre a vida dos que andam em integridade, um Deus justo julgará os homens. Não é em vão o caminho estreito da retidão, pois ainda que assolados pelas ameaças e aturdidos pelos sofrimentos, os retos verão a face do Senhor.

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