sexta-feira, 5 de julho de 2013

Roda Mundo: a semana contada em voltas


O povo saiu às ruas no Brasil. Ninguém entendeu muito bem, mas alguém tinha que agir. A Senhora Presidenta convocou reunião, fez pose para fotos e propôs a tal da assembleia constituinte exclusiva para a reforma política.

No dia seguinte assessores palacianos vieram à público explicar que não era bem isso, que a constituinte era na verdade um plebiscito para saber o que o povo queria.

Mas e o que o povo quer? O povo no Egito quis Mohamed Mursi. O povo quis democracia, quis escolher seus governantes. Era a tão aclamada primavera árabe que derrubava tiranos e pregava mais participação popular.

O povo egípcio aprovou uma Constituição. Elegeu Mohamed Mursi. Aprovou uma reforma na Constituição concedendo mais poderes ao presidente. E um ano depois o povo derrubou o mesmo Mursi.

O povo quer, o povo desquer. Como prever o comportamento de toda essa massa de gente? Os Estados Unidos têm uma tática: monitoram cidadãos do mundo. Foi o que revelou o espião americano Edward Snowden. Crise no governo Obama e perseguição imediata desse delator de segredos governamentais.

Snowden foi para Moscou. Pediu asilo político à Bolívia. Enquanto isso, o presidente boliviano Evo Morales voltava de viagem oficial de Moscou. Soou o alerta internacional: Snowden poderia estar escondido no avião presidencial. O avião, que faria pouso para abastecimento ainda na Europa, foi proibido de pousar, dentre outros, em Portugal, França e Espanha.

Espanha, a grande campeã do mundo, a fúria vermelha. Espanha que foi ao Brasil disputar a Copa das Confederações e se envolveu em escândalos com mulheres. Fez birra com a Fifa, exigiu treinar no Maracanã para a final, chegou posuda para disputar o grande jogo com o Brasil. E tomou uma surra. Morreu ali a grande invencibilidade espanhola. Morreu o mito de um time imbatível.

Morreu Nelson Mandela. Não morreu. Há vários jornalistas observando o leito de morte e se coçando para dar o grande furo. Muitos se enganaram. A notícia da morte foi divulgada em vários jornais de várias partes do mundo. Mandela ainda não morreu, mas está em estado terminal.

Terminal também é a situação de Eike Batista. Quem diria, o homem mais rico do Brasil, grande frequentador da lista da Forbes. À beira da falência. Os festejados campos de petróleo da OGX se mostraram inviáveis. E aí a compra de plataformas pela OSX foi desfeita, o que impactou a logística da MMX... E no final todos querem saber onde está o x da questão. E olha que há dinheiro público afundando junto com o naufrágio das ações.

E o dinheiro público também está voando pelo céu brasileiro, levando políticos em jatinhos da FAB. Primeiro foi Henrique Eduardo Alves. Saiu de Brasília, foi para Natal, pegou alguns parentes e foram todos ao Rio assistir Brasil e Espanha. Logo depois foi Renan. Renan Calheiros voou de Brasília a Maceió, e de lá foi a Porto Seguro marcar presença em um casamento. Depois voltou. Todos os trechos a bordo da Força Aérea Brasileira.

Mas a força brasileira tem se mostrado cada vez mais nas ruas e nas manifestações populares. O povo, o que quer o povo? Saúde e educação? O povo quer escolher entre o sistema proporcional de lista aberta, de lista fechada, misto ou o sistema majoritário pelo distrito ou distritão. O povo quer a reforma política!

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