sexta-feira, 21 de março de 2014

Hábitos que morreram em 10 anos

O século vai avançando e os anos que chegam têm de varrer hábitos antigos para dar espaço aos novos. Sempre foi assim, e assim sempre será.

A novidade é que a centrífuga do mundo moderno acelerou as coisas de maneira que não é preciso esperar o período de uma geração para ver as mudanças acontecerem; o espaço de cinco a dez anos já é suficiente para alterar todo um estilo de vida.

É 2014, e a vida dez anos atrás parece já bem alterada pelos novos tempos. Abaixo uma lista apresentando hábitos que estão condenados a viver apenas na memória:

Alugar um filme: Velhos os tempos da locadora, de ficar escolhendo filmes nas prateleiras, de ler sinopses, de aproveitar as promoções de pagar mais barato se devolver no dia seguinte. A internet e os serviços de locação virtual ampliaram enormemente o rol de filmes disponíveis, bem como a facilidade para assisti-los.

Mas o hábito de alugar um filme envolvia todo um ritual. A pessoa que alugava se comprometia com o filme desde a escolha na locadora. Por isso, o momento de assistir deveria ser especial. Deixar para depois, nem pensar... alugar um filme e não assistir é o maior dos prejuízos. Além do que, amigos se reuniam só para ver um filme na casa de fulano.

Combinar horário: “Te busco às 19h30”. Uma palavra, um horário, e uma vinculação entre duas pessoas. A hora foi marcada, deve-se organizar o tempo e as tarefas de modo a cumprir o combinado. E depois é confiar no outro, acreditar que ele não esqueceu o compromisso nem o horário marcado. Claro, horários são combinados ainda hoje, mas não com essa entrega pessoal de outrora. Qualquer atraso, qualquer imprevisto, e mesmo a pontualidade são entremeadas por ligações e mensagens de celular, que mantém ativo o contato e não dão espaços para a confiança da espera.

Pedir autógrafo: Existe coisa mais sem utilidade do que um autógrafo? Um pedaço de papel conseguido às pressas rabiscado por uma assinatura ilegível. E no entanto era guardado como um troféu. Já me gabei com colegas por ter autógrafo de um cantor do Fat Family e do Ronaldinho Gaúcho quando ele jogava no Grêmio. Não é preciso nem falar que na era dos celulares com câmeras o autógrafo foi sepultado no passado.

Ficar sem fazer nada: Dos tempos em que a conectividade não era perene. Ficar de bobeira em casa ou numa fila era comportamento aceitável. Esperar o tempo passar, olhar a vida. Hoje os smartphones nos condenaram e um tédio mortal quando temos de ficar cinco minutos sem fazer nada.  

Comprar cd: O Napster se popularizou aqui por volta do ano 2000. Há dez anos as coisas podem não ter mudado muito, mas há quinze... Assim como alugar um filme, comprar um cd implicava em um compromisso com a banda. Apreciar a capa, abrir o encarte, e ouvir o disco todo umas mil vezes. Quem não comprava cd, não ouvia as músicas, simples assim. A não ser que ligasse para a rádio e pedisse.


Ligar para telefone fixo: Quem queria falar com um amigo ou namorada deveria romper a timidez de falar com alguém da família pelo telefone. “Fulana está, por favor?” “Sim, quem gostaria?” Mal a pessoa se identificava e a especulação já tomava conta da casa inteira. A empregada já dizia “hummm” e a irmã passava o telefone dizendo “seu namorado quer falar com você”. Ligar era de certa forma se envolver na rotina doméstica da pessoa. O celular individualizou a comunicação.  


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Veja também:
- Na minha época era diferente
Função social dos filmes dublados
- Geração Y


Um comentário:

Anônimo disse...

boa!

Uma coisa que acho que ta morrendo tambem sao os computadores de mesa. hoje em dia os laptops tem precos similares e sao muito mais praticos. Ainda falando de computadores, wifi revolucionou muito. Lembro que eu ja tive uma caixa de supermercado cheia de cabos de redes.

Bom, que me lembro agora eh isso.

Mathias