domingo, 20 de março de 2016

O que aprendi na aula de história

Todos os meus professores de história, da quinta série até o terceiro ano, e também alguns de geografia, me ensinaram isto com relação à história do Brasil:


1. Messianismo 
O povo brasileiro é dado ao messianismo, esperando sempre um salvador da pátria para endireitar os rumos da nação, um líder carismático, quase religioso, que siga à nossa frente em uma liderança firme, como Antônio Conselheiro em Canudos.




2. Rouba, mas faz 
O povo vota mal e é conivente com a corrupção dos governantes, aceitando a máxima do rouba mas faz, que foi, aliás, o slogan de Adhemar de Barros em 1957. Um político corrupto e populista. Só mesmo essa mentalidade ignorante para entender como Arruda chegou a liderar a campanha para o governo do DF em 2014, mesmo após os escândalos do mensalão do DEM.




3. Pão e circo 
Desde a Roma antiga os governantes têm conquistado o apoio das massas com políticas de pão e circo. Foi o que o governo militar fez na ditadura, distraindo o povo com políticas assistencialistas e explorando a conquista da Copa do Mundo em 1970.



4. Mídia tendenciosa 
Existe uma grande articulação entre os governantes e a mídia para desvirtuar as informações e expressar opiniões apenas de determinado ângulo. Vide o que aconteceu na campanha presidencial de 1989, quando a Globo editou o debate entre Collor e Lula. Por isso devemos procurar ler revistas imparciais, sendo que a melhor delas é a CartaCapital.




5. Impunidade 
O grande problema do Brasil é a impunidade, já que os ricos e poderosos pressionam a Justiça e sempre conseguem se livrar da lei. No dia em que o país prender um político ou um empresário as coisas vão começar a mudar.




6. Políticas eleitoreiras 
Ainda hoje existe o voto de cabresto no Brasil, onde “coroneis” angariam votos dando favores aos eleitores de seu curral eleitoral. Os governantes promovem políticas assistencialistas e populistas, transferindo recursos aos mais necessitados, mas apenas com fins eleitorais, sem de fato se importarem com eles. É o caso da distribuição de lotes feita por Joaquim Roriz ou do vale-gás do Fernando Henrique Cardoso.




7. Passividade 
Apesar de todos os escândalos de corrupção e da má qualidade dos serviços públicos, o povo brasileiro é passivo politicamente, sempre assistindo os acontecimentos sem se envolver ou protestar. Uma das únicas exceções foi quando milhares de pessoas saíram às ruas democraticamente para pedir o impeachment do Collor, tendo à frente Lindbergh Farias, o estudante líder dos cara-pintadas.




8. Povo no poder 
Por fim, existe uma esperança de que tudo isso algum dia mude, que será quando o povo chegar no poder. Quando alguém efetivamente do povo comandar o país, alguém de fora desse círculo de políticos e empresários, quando um trabalhador comum, um operário, enfim, quando alguém que venha das massas for presidente, então haverá esperança para o Brasil.

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